Uma das coisas que me tem feito falta, desde que acabei a minha relação, é o sexo.
Há alturas muito críticas e nesse aspecto gostava de estar com a minha Ex "mais uma vez", mas isso não é nem possível, nem desejável. Sinto que, se insistisse e jogasse as cartas certas, certamente levaria a minha avante, mas não é isso que quero! Não quero criar falsas expectativas e ela já deixou bem claro que não quer apenas uma relação física logo, a partir desse ponto, a bola ficou no meu campo e se eu avançasse era para lhe dar o que ela queria e não apenas o que eu quero.
Mas eis que entra uma surpresa. A "jogadora" que mencionei antes decidiu ver até onde é que eu ia e, provavelmente, até onde é que ela iria até conseguir parar.
Ter sexo com ela era bom mas não era o meu objectivo principal porque estando com uma mulher bonita e/ou atraente isso é sempre uma constante (logo não é variável na equação) e havia uma forte atracção intelectual.
Fomos sair e falámos de uma série de coisas, com uma fluidez com a qual eu nunca tinha falado com mulher nenhuma. No final não aguentei e beijei-a. Estava-me a sentir fortemente atraído por ela naquele exacto momento. A reacção dela não foi a que eu estava à espera, mas passados alguns minutos e alguma troca de palavras as coisas lá se compuseram.
Hoje fomos sair novamente e o resultado, tal como eu esperava, foi uma noite espetacular em que uma coisa levou a outra e no final acabámos enrolados na cama. Tanto eu como ela temos a perfeita noção de que isto altera em muito o nosso relacionamento, mas tanto eu como ela não queremos mais do que isto. Quero repetir a experiência. Foi boa, mas acho que vai melhorar à medida que os nossos corpos se vão conhecendo e aí sim, acho que vai ser altamente gratificante para ambos!
Só há aqui uma ressalva. Eu sei como as mulheres são complicadas e como dizem que sim, quando querem dizer não, e quando dizem não ou talvez, quando querem dizer sim. Ela disse-me para não ter muitas esperanças no que toca a desenvolvermos uma relação, ao que eu lhe respondi que não mantenho esperanças nenhumas. Se era isto que ela queria ouvir, não sei. Mas, como escrevi antes, era isto que eu tinha para dizer. Já chega de jogos, de rodeios, de trapaças... Excepto em situações flagrantes em que a honestidade e a verdade podem doer mais que omiti-la, vou ser sempre directo e franco. É um jogo perigoso, porque quem faz a pergunta pode não estar pronto para ouvir a resposta... mas é o jogo que me apetece jogar agora!
Ela ligou-me, estava eu na praia a ver o por-do-sol! Nesta altura faz frio mas já estava a precisar de ir à praia carregar energias.
Aconteceram uma série de coisas e ela deixou-me em espera. Encontrei um amigo e desliguei a chamada, dando-lhe um toque para que ela percebesse e me ligasse quando estivesse despachada.
Terminei a conversa com esse meu amigo e nada! Mandei-lhe uma mensagem a dizer que estava muito frio e que me ia embora!
Passado um bocado (já longe da praia) liguei-lhe e deixei-lhe mensagem. Não sei porque me ligou ela e, pior, não sei porque não me voltou a ligar nem me respondeu às mensagens!
Após uma semana de alguns contactos, eis que sinto um volte-face em toda a situação. De repente passei a sentir-me como um indesejado.
Como aquele melga que não desampára a loja mas que não se tem coragem para lhe dizer isso na cara. São sentimentos contraditórios porque por outro lado sei que ela é bastante directa o que, supostamente, não a deteria nesse aspecto. Sinto-me completamente desnorteado e isso faz com que eu pare de "andar atrás" dela e espere que ela me dê algum sinal de que ela quer que eu avance!
Enviei-lhe um email. Tinha muita coisa para lhe dizer mas, além de ela estar num bar nesse preciso momento, já não me apetece dizê-las pelo telefone. Se as puder dizer pessoalmente, ok. Senão entendo isso como uma desculpa suave para me afastar.
Correndo o risco que ela ache este blog entre os vários milhões da net, aqui vai a transcrição do email:
Alô!
Vou-te ligar agora mas primeiro quero escrever umas cenas que não me saem da cabeça (parece que andam em rodapé) e que já estou farto de ter de as dizer pelo telefone porque não consigo estar a sós contigo.
A primeira coisa que te quero dizer era que gostava simplesmente falar contigo. Falar, apenas e só. Sem ser com o objectivo de te tentar conquistar, sem qualquer tipo de romantismo ou envolvimento associados.
Gostava de falar contigo sobre coisas como porque é que te deixei a mensagem a dizer que não podias ser boa pessoa, porque me ligaste quando estava a pensar em ti.
Dizer-te que estava a pensar que ainda estás apaixonada pelo homem que te roubou o coração e que acho que, apesar de saberes onde o teu coração está, teres medo de o ir lá buscar...
Falar sobre mim e sobre ti.
Dizer-te que continuo a achar que nos iremos dar muito bem mas que não espero nada de ti e que, se tiver de acontecer algo vai acontecer sem que seja preciso qualquer um de nós forçar e mesmo que um de nós se tente convencer do contrário. E que se não acontecer é porque não era suposto mas que eu acho que és uma boa pessoa e que, venha o futuro que vier, gostava de te conhecer melhor.
Ou de te dizer que hoje, pela primeira vez em 5 anos, consegui falar com a pessoa que eu amei durante todo este tempo e não senti absolutamente nada e que isso me soube muito bem. Fazer-te ver que a “culpada” disso és tu mas que com isso não te quero colocar em nenhuma posição constrangedora em relação a mim mas sim dizer-te “Obrigado! Pois há muito tempo que eu não me sentia assim, tão livre. E isso é bom!”...
Gostava de te dizer muitas coisas. Gostava de te ouvir dizer muitas mais. Mas tu só tomas o pequeno almoço e o almoço. Daí é fácil deduzir que não lanchas, nem jantas... ao almoço durante os dias de semana estás a trabalhar e ao fim-de-semana com a família. Às vezes demoro, porque me considero uma pessoa simples e gosto que sejam directos comigo... mas sei perceber uma dica.
Se quiseres e gostares de falar comigo, tens o meu número.
Um beijo grande e um abraço carinhoso, daqueles que se colocam os braços de forma a envolver ao máximo a pessoa abraçada, se fecham os olhos e se aperta ligeiramente aquela pessoa para que os corações quase que se toquem e a pessoa sinta como é especial para nós.
Há ali um parágrafo que é de extrema importância. Pela primeira vez em 5 anos eu consegui falar ao telefone com uma pessoa que amara durante todo esse tempo, e sentir que estava a falar apenas com uma amiga. Mesmo que não consiga nada (em termos de relacionamento), já consegui algo. Durante 5 anos as minhas relações amorosas falharam porque eu continuava apaixonado por outra pessoa. Essa pessoa era tão importante para mim que, apesar de estarmos separados, considerei seriamente a hipótese de ser ela a mãe dos meus (nossos) filhos. Um homem não diz que sim a uma situação destas sem mais nem menos! Uma coisa é por descuido ou porque algo não correu como planeado e nasce um filho. Outra é ambos acederem a uma situação que implica planeamento antecipado! E eu nem hesitei. Ela era assim tão importante para mim e, como é lógico, foi mais uma chamada à realidade da minha recentemente acabada relação.
Mesmo que não consiga uma relação amorosa, o simples facto de me ter apaixonado novamente "libertou-me" de algo que eu julgava que nunca iria acontecer. E isso é muito bom e é algo que eu conscientemente nunca poderia ter forçado porque não é o tipo de coisa que se possa meter na cabeça (e eu sei como tentei).
A partir daqui a bola está no campo dela. Se, depois deste email, ela não me ligar, entao eu terei a minha resposta. Se ela me ligar, terei de ver o que ela está a pensa fazer! Tb já reparei que, por ela ser bonita, está habituada a ser bajulada e ter homens a babar aos seus pés. Como não gosto de ser confundido com os outros vou deixar de tecer tantos comentários em relação à sua beleza exterior. Já lhe fiz comentários suficientes. A partir daqui vou jogar mais duro e menos óbvio.
Entretanto aparece em jogo mais uma jogadora! Combinei uma saída com ela e pode ser que isso me ajude a colocar as coisas em perspectiva e a analisá-las menos com o coração e mais com a cabeça. A única coisa que tenho a certeza é que no meu coração está escrito "RESERVADO". Por quanto tempo conseguirei manter a reserva, não sei! Mas para já acho que ainda é muito cedo para a cancelar.
Na tarde seguinte falámos ao telefone. Como previa a conversa não foi do meu agrado.
A ela faz-lhe confusão que eu esteja tão apaixonado. Para mim é normal, pois geralmente as minhas paixões são assim. Intensas, avassaladoras e instantâneas (ou quase), embora não é tão fácil como parece! Não me apaixono assim por dá cá aquela palha. É mais como quando há um eclipse do Sol, ou um cometa passa no céu, um hacker entra num sistema informático altamente encriptado e protegido, ou como se o melhor ladrão do mundo conseguisse entrar no melhor cofre do mundo e roubar o maior tesouro do mundo. Quando Marte, Vénus e o Sol estão alinhados, quando há uma certa sequência de factos, características e momentos, algo que não consigo definir claramente... há qualquer coisa que desencadeia em mim uma catarata de sensações estranhas mas agradáveis e que me levam a colocar tudo em causa e em perspectiva!
*flashback*
Eu não escolho as minhas paixões! O que é facto é que aconteceu. Estávamos os dois num jantar de aniversário de um amigo comum, e ela sentou-se ao meu lado (embora eu não estivesse no meu lugar na altura). Assim que voltei ao meu lugar notei de imediato que a sorte tinha-me bafejado com a companhia de um borracho monumental, mesmo ao meu lado. A primeira coisa que pensei foi "mantém-te calmo e nada de dizer ou fazer baboseiras". Mas, como tinha namorada, não pretendia nada de especial daquela noite. Mesmo assim tinha de dar uma boa imagem, não queria que ela depois fosse dizer ao nosso amigo "Epá no teu jantar fiquei ao lado de um parvalhão"! Mal sabia eu. O jantar foi-se desenrolando, as conversas foram-se cruzando e acabámos por trocar algumas palavras. Nessa altura percebi logo que ela era exactamente o meu tipo de mulher, mas ainda não o sabia conscientemente. Pensava que estava só excitado por estar ao lado de uma mulher bonita, forte e inteligente e que findo o jantar voltaria à minha calma normal e só me voltaria a lembrar dela num futuro encontro! Não podia estar mais enganado! Estava a trabalhar na altura pelo que a minha ida ao jantar foi tão fugaz quanto o intervalo que tinha para refeições, com conhecimento do meu chefe que poderia demorar mais um pouco, permitia! Quando saí de lá tinha um sorriso estranho na cara mas, quando cheguei ao emprego, só pensava que tinha de voltar a ver aquela rapariga ou, pelo menos, falar com ela. E aí que as coisas se começaram a complicar!
*fim*
Conversámos imenso. Como em outras situações, abri-lhe o meu coração. Desta vez não escondi nada. Ou ela o acolhia (o meu coração), ou o mandaria para trás numa qualquer encomenda postal. Falámos de várias coisas, inclusive de signos. Pela minha experiência os nossos combinam muito bem e isso deu-me algum alento. Fiquei a saber que o coração dela está guardado numa caixa e que ela tem medo de o ir lá buscar... "Assim dentro da caixa ele não sofre" argumentava ela indirectamente, ao que eu lhe respondia "Mas de que serve ter um coração, se ele está guardado? Não sofre, mas também não sente nada". Muito embora a conversa não tenha tido o desfecho que me agradaria senti que ela não me tinha fechado a porta totalmente. Quando nos fecham uma porta na cara, sabemos que não somos bem vindos! Quando nos fecham a porta mas deixam uma fresta, é sinal que não querem ser incomodados mas que também não nos rejeitam. Talvez, com calma e persistência, consigamos entrar...
Agora, mais do que nunca, senti que se ao menos conseguisse estar frente a frente com ela conseguiria resolver todo este drama e saber se teria alguma hipótese de ter uma relação com ela!
Para desanuviar de todo este stress, fui ao cinema com uma amiga.
Ando com a cabeça às voltas com uma "miúda"... mentira! Ando com a cabeça às voltas com "A" miúda que conheci há uns tempos.
O meu relacionamento não acabou por causa dela, mas ela foi uma das várias chamadas à realidade que recebi. Como podia estar ao lado de alguém e desejar tão ardentemente outra pessoa? Como não sou do tipo de largar uma relação quando já tenho outra garantida, parei para pensar em tudo. Se isto era uma paixoneta, se o relacionamento actual me satisfazia, tudo. A resposta é evidente e está no meu primeiro post!
De facto só vi esta rapariga uma vez, até ontem. Hoje foi a segunda vez que a vi. Temos falado imenso ao telefone e trocado ideias, experiência, pontos de vista e conceitos, o que é excelente para conhecer a pessoa interior que, na minha opinião, é a que mais interessa uma vez que a beleza exterior desaparece com a idade, embora eu lhe dê alguma importância - como diz um amigo meu "será muito pedir uma mulher bonita e inteligente?". Mas já estava em pulgas para voltar a ver aquela face que me despertou a atenção e ver se ainda me lembrava de cada curva que a sua roupa me deixou vislumbrar da última vez que nos vimos. Hoje fui-me encontrar com ela e com mais alguns amigos, num bar de um amigo nosso. Estava nervoso porque tenho uma franca tendência, desde pequeno, para cometer disparates quando estou perto de alguém que me atrai assim tanto, mas por outro lado estava calmo porque senti que não tinha nada a perder, só a ganhar!
Infelizmente as coisas não correram bem. Também não correram tão mal, simplesmente não correram como o esperado! Estava na esperança de ir sair com ela, dançarmos um pouco e depois falarmos a sós. Se tudo corresse mesmo bem, poderia ser que fosse abençoado com um beijo daquela boca que me faz tremer de desejo, mas não foi assim e saídos do bar fomos cada um para seu lado. Foi horrível. À frente dos nossos amigos eu praticamente suplicava-lhe que fôssemos sair os dois, enquanto que toda a gente se tentava fazer de despercebida fazendo de conta que não percebiam quão constrangedora aquela situação era. Já me tinha esquecido de quão amargo é o sabor da paixão, quando não correspondida. Não é um amargo acre, é simplesmente estar-se à espera daquele doce sabor e ele não lá estar. É como quando se come uma colher de mel, ou leite condensado, e somos inundados por um sem número de sensações agradáveis, mas quando vamos tirar mais um pouco... acabou! Senti-me mal, senti-me nú em público. Senti-me forçado a agir, perante pessoas que nada tinham a ver connosco, como se não houvessem outras oportunidades de tentar cativá-la.
Fui-me embora! Não aguentava mais aquele suplício. Entendi que já estava a ser bastante claro e não me iria rebaixar ao ponto de parecer ridículo (pelo menos creio não ter chegado a esse ponto). No caminho só pensava em toda aquela situação, e em como era possível ela me ter desdenhado tão fortemente. Não teria ela, ao menos, respeito pelos meus sentimentos para parar toda esta situação? Felizmente, quando cheguei, tinha uma mensagem dela. "Desculpa qualquer coisa" dizia a mensagem... era a prova que eu necessitava para saber que ao menos uma parte dos meus sentimentos passaram, e ela os respeitara o melhor que podia. "Temos de falar" também dizia a mesma mensagem. Isto pode ser muito bom, ou muito mau. Tendo em conta os últimos desenvolvimentos não vejo como pode ser muito bom...
03:00AM
Uma das minhas decisões do Ano Novo foi aumentar o grau de franquesa para com as pessoas.
Regra geral tento ser franco, mas com a idade aprendemos a usar alguma política e diplomacia para evitar conflitos maiores. Com a experiência aprendi que com isso apenas adiamos esses conflitos e que, cedo ou tarde, teremos de os sanar. Sendo assim prefiro fazê-lo logo na altura, excepto se alguma coisa me disser que essa é a pior para o fazer (por exemplo uma discussão não deve ser resolvida a quente).
Direì às pessoas, quando interpelado, o que espero delas e, em troca, exijo o mesmo. Só assim se pode saber com o que contar. Iniciar, ou mesmo arrastar, um relacionamento só porque não se tem RAD (tomates) para deixar as coisas claras, ou mesmo numa reunião omitir um parecer ou uma opinião porque se pode causar alguns danos se o fizéssemos na altura, pode ter consequências gravosas mais tarde.
Assim, nada como ser-se (ou pelo menos tentar) transparente e claro. Se o vou conseguir? O tempo dirá!
Para complicar a equação, dada a minha situação de disponível, várias raparigas resolveram entrar em cena. Se desejam apenas sexo, ou se desejam algo mais, ainda não sei (excepto uma que é uma ex)! Terei eu a coragem para lhes dizer que a minha situação actual é apenas de aparente disponibilidade? E que de mim não conseguirão obter, pelo menos para já, mais do que umas boas sessões de sexo? Espero que sim! Acredito que sim! Mesmo correndo o risco de, com isso, fazer com que não tenha sexo nenhum e de elas simplesmente se afastarem!
Amar é tão difícil! Talvez porque não nos ensinam! Ensinam-nos tudo...
... inglês, francês, matemática, mas não a Amar. Temos de descobrir por nós próprios como fazê-lo. Até nos ensinam a andar, a jogar à bola...
Tenho a cabeça à volta com o pensamento de que um dia aqueles que Amo deixarão de fazer parte da minha vida! E só no que consigo pensar é no quanto os Amo e no quanto eu desejaria que eles permanecessem comigo até que eu desaparecesse também, e todos o que me Amam... assim não haveria dor. Mas talvez a dor nos ensine a Amar... talvez o Amor seja ultrapassar a dor e mostrar a todos que Ele é mais forte que toda a dor que possamos sentir.
Eu Amo-vos a todos, apesar de muitas vezes não o conseguir demonstrar convenientemente. Quando me zango é Amor que sinto, apesar de não o conseguir demonstrar porque única e exclusivamente não sei como fazê-lo naquele momento... quando tenho medo é o Amor, e não o medo, que me faz chorar. O saber que te amo Pai, Mãe, Mana e Manos, Sobrinhos, Amigos e todos aqueles conheço e Amo e também aqueles que desconheço mas que vou algum dia Amar, é maravilhoso e sublime. Diria mais, libertador...
E é o facto de não saber como passar esse Amor para todos os que conheço que me causa dor e desconforto. O facto de os nossos políticos, os nossos professores, os nossos líderes, vizinhos e às vezes até os nossos amigos não tomarem as melhores decisões porque não as fazem com Amor, me causa esta angústia. Devia haver uma escola para o Amor... para ensinar a Amar.
A bíblia diz que a verdade liberta-nos. Eu digo que é o Amor a mais pura das verdades... tenham uma vida plena.
05/01/2004
Voltam o quotidiano e as preocupações e atingem-me na cara com toda a realidade.
Há coisas que tenho para fazer e não posso fraquejar. Preciso do meu espaço, preciso de me encontrar, e tenho de levar a cabo as minhas decisões sob pena de, se as adiar, continuar neste ciclo vicioso de adiar ad eternum até que um dia me farto e finalmente as concluo.
Tomei a decisão de terminar a minha actual relação, que não está a funcionar, não se está a desenvolver, pelo menos do meu ponto de vista. As relações a longo prazo ensinam-nos algo que as relações curtas não conseguem, porque passam daquele período da descoberta, em que tudo é maravilhoso, para o período em que temos que nos esforçar em tentar perceber se conseguimos conviver com a pessoa que escolhemos estar e, se sim, se a relação tem pernas para andar.
Porquê terminar a relação neste período, logo após o ano novo, e não mais cedo/tarde? Na verdade não há boas alturas para terminar uma relação. Mas há alturas piores que outras. Terminar uma relação antes de um período festivo é sempre mais complicado porque afecta terceiros e, para os envolvidos, é sempre uma situação constrangedora. Terminar muito depois pode dar origem a que surja outra altura pior e faltar-nos a coragem para o fazer. Assim, tomei a decisão de fazê-lo na primeira altura que me parecesse menos má.
É muito complicado gostar-se de alguém mas perceber que junto dessa pessoa não temos o futuro que gostaríamos de ter. Nessa altura temos duas hipóteses! Ou deixamos a vida tomar conta dele (a meu ver, razão para muitas relações falhadas), ou tomamos as rédeas e tentamos lutar por aquela imagem do nosso futuro que, embora alterando-se consoante a nossa experiência de vida, sempre nos acompanha.
O futuro é um cavalo selvagem que à menor oportunidade nos deita ao chão. E cedo ou tarde todos nós temos a tentação de tentar domá-lo ou, pelo menos, canalizar essa energia selvagem em nosso proveito. A diferença está em que alguns, quando são atirados ao chão, deixam-se ficar por lá, agarrados às rédeas, sendo arrastados ao sabor do vento deste Rocinante selvagem, demasiado amedrontados para tentarem voltar a montar. Outros já largam as rédeas, levantam-se, sacodem o pó, e voltam a tentar. Eu vejo-me neste último grupo.