maio 31, 2004

Gostos não se discutem?

Quando a/o nossa/o companheira/o não partilha os mesmos gostos que nós, não deixamos de os praticar por causa dele/a, certo?

Não deixamos de ir ver um concerto, não deixamos de ir à praia, não deixamos de estar com aquele grupo de amigos, não deixamos de ir às corridas ou aos jogos, etc, etc, etc.

Isto, porque, se nos privarmos destas nossas acções, destes nossos hábitos preferidos, em prol da nossa cara-metade, então entramos num ciclo de centrifugação em que cada um se vai privando de coisas de que gosta, uma por uma, em prol do seu par, até que a páginas tantas se começam a sentir, em maior ou menor quantidade (dependendo do quanto se abdicou) vazios de conteúdo, como se faltasse (e falta) qualquer coisa.

Eu, por muito que não goste, tento sempre influenciar positivamente as minhas parceiras a continuarem a fazer as coisas que tanto gostam, a não se privarem delas por minha causa ou, em casos em que isso colocaria a nossa relação em 2º plano, tentarem encontrar um compromisso que satisfaça ambas as partes (da mesma forma que o tento fazer).

Mas e quando a nossa cara-metade não partilha os mesmos gostos pelo sexo? Que fazer? Não falo só nas práticas, sejam elas mais ou menos extremas, mas na frequência também.

Sabe-se que em Portugal e no resto do mundo, os maridos insatisfeitos (não falo do reverso porque a oferta na prostituição masculina é bastante inferior e não tenho dados que me permitam falar nela) recorriam ao serviço de prostitutas para se satisfazerem nas formas em que as suas esposas não os queriam/podiam satisfazer. Para algumas (esposas) isso é até de certo modo aceitável. É certo também que muitos, se calhar, nem sequer tentaram abordar as suas esposas para saberem as opiniões delas, mas não é desses que falo.

Para um marido cuja prática do acto sexual não se coadune com a da esposa (e vice-versa) e que ambos estejam cientes disso, é aceitável que recorra ao serviço de prostituição?

Se sim, é aceitável que recorra aos "serviços" de outra mulher (ou homem - e sim, casais gay, para ambos os sexos, tb entram (: ) que não seja uma prostituta?
Sempre, às vezes, ou nunca?
Às vezes depende do quê?
Da mulher em causa, se é conhecida, ou desconhecida?
Qual é a diferença entre, ou o que é que torna aceitável, ir-se para a cama com uma prostituta, uma mulher que se conheceu numa ocasião, ou uma mulher que já se conhece?
E, na mulher de ocasião, quais as diferenças entre podendo nunca mais vê-la - e aí estaremos a falar de várias, uma por ocasião - ou depois mantendo contacto - do género de uma amante?

Ou deve a cara-metade resignar-se e não se satisfazer?

Dá que pensar...

Publicado por AnjoeDiabo em 10:16 AM | Comentários (2) | TrackBack

maio 28, 2004

Trilema (mais que um dilema)

Encontrei talvez uma das poesias mais bonitas que escrevi, e não me lembro para quem a escrevi! Este contrasenso é, passo o pleonasmo, completamente paradoxal e está-me a deixar deveras intrigado!

Reza assim:

"Então dos céus desceu um (*) anjo, pelo qual imediatamente me apaixonei...
e lhe perguntei:
- Queres casar comigo?
Ao que ela (*) me respondeu:
- Já sou comprometida, com Deus!
Então, senti vergonha! Pois, por amor aquele anjo, queria eu ser Deus...
Amo-te
"

(*) Os anjos, em teoria, não têm sexo, daí que referir-me a este como "uma anja" soaria algo descabido... no entanto o reforço de que seria um anjo do sexo feminino é feito pouco depois.

Só me vem à cabeça uma pessoa, eventualmente duas, a quem eu poderia ter dedicado este poema. Mas para uma seria já muito depois de termos terminado o namoro, o que não faria sentido. Para outra faria mais sentido pois alguns meses mais tarde (quase um ano) comecei a namorar com ela.

Escrevi-o, à pressa, nas costas de um talão MB de 30/04/98 (até me dói olhar para o saldo :P) pelo que isto teve de se passar depois disso. Nesse ano, pouco depois, numa viagem a España, fiz "amizade" com uma española e acabámos por namorar. Esse namoro durou até 99 (embora nos víssemos amiúde), altura em que a grande distância entre ela foi vencida pela pequena distância com uma rapariga que me foi apresentada por um amigo meu e que mexeu comigo. Mas tenho a certeza que não escrevi aquelas linhas a pensar em nenhuma delas pelo que, como a memória me falha (PDI), deduzo que tenha sido nesta altura em que conheci a mulher dos meus sonhos, com quem um ano mais tarde namorei (e cujo namoro não passou de um bom sonho).

A outra alternativa seria uma rapariga que trabalhava no mesmo local do que eu (trabalhei para a Park Expo durante a duração da Expo98) e que me fascinou (e ainda me fascina, embora já não da mesma forma) de uma forma fixante, mas que recusou todos os meus avanços na altura (tinha namorado)! Curiosamente, anos depois, fui eu a recusar os avanços dela por estar comprometido com outra pessoa... ce la vie!

Não interessa! Vou guardar este poema com muito carinho pois estava claramente inspirado :).

Publicado por AnjoeDiabo em 12:06 PM | Comentários (0) | TrackBack

maio 27, 2004

Paixão platónica

Não é, mas é quase... é incrível como alguém me consegue fascinar tanto não só por ter uma inteligência acima da média como por se conseguir corresponder comigo tão livre e facilmente.

A minha amiga Lynce! Poderia apaixonar-me por ela, sem problemas nenhuns. Obviamente que tento não pensar nisso, pois tenho namorada e estou com ela porque é com ela que quero estar. Mal comparado é como ter-se apenas o dinheiro à justa para se comprar um Baskin & Robbins ou Hägen Dazs e, obviamente, escolhe-se aquele que mais se gosta!

Mas, quando estou à conversa com ela, inevitavelmente, no final das conversas, penso nisto e penso que ela não tem o físico que me agrade sobremaneira, não é a mais acessível das pessoas, mas que conseguimos comunicar tão bem que provavelmente uma relação entre nós iria dar uma coisa sólida. É incrível porque quando a encontro miro-a sempre de alto a baixo e penso que não iria querer passar o resto dos meus dias com ela... mas quando começamos a falar ela fica mais bonita a cada frase que pronuncia, a cada ideia que expõe.

Como diz o ditado, "quem o feio ama, bonito lhe parece"! E ela não é feia :).

É em momentos como este que tenho a confirmação de que sou uma pessoa sortuda. Tenho muita sorte em ter uma amiga como ela!

Publicado por AnjoeDiabo em 10:48 PM | Comentários (0) | TrackBack

So many women, so little time...

Não, não larguei a minha namorada, não faço tensões disso e nem sequer de me meter com outras enquanto estiver com ela! Apenas estou com falta de tempo e prefiro ilustrar isso com uma frase mais "colorida" :).

Tenho desleixado um pouco este meu blog! Nem sequer tenho ido ler o site da Ju, que eu gosto tanto! Mas não tenho tido mãos a medir. Colegas de férias implica mais trabalho e no pouco tempo livre há que estar com a namorada, fazer desporto, estar com amigos, ir a casamentos (nesta altura parecem flores num jardim!!!), etc, etc, etc!

Mas agora voltei à carga, qual Super Herói revitalizado por Holywood :)

Publicado por AnjoeDiabo em 06:32 PM | Comentários (1) | TrackBack

maio 22, 2004

A primeira vez (entre ambos)

Ele: - Gostaste?

Ela: - Tonto. Claro que gostei.

Ele: - Tu sabes que eu não sou muito experiente...

Ela: - Mal se notou.

Ele: - De certeza que houve algumas coisas que não te agradaram por aí além...

Ela: - Deixa-te de parvoíces.

Ele: - Estou a falar a sério. Por exemplo, não me pareceu que tivesses gostado muito quando te acariciei o peito.

Ela: - Bem... foste um bocadinho bruto...

Ele: - Desculpa, foi a excitação.

Ela: - Eu sei. Esquece, não tem importância.

Ele: - Tem sim! Imensa! E também não gostaste que te beijasse as orelhas.

Ela: - O beijar era como o outro... agora, escusavas era de ter enfiado a língua daquela maneira.

Ele: - Agora estás-me a deprimir. Ao menos gostaste das dentadas no pescoço?

Ela: - Ah, esquece essas merdas...

Ele: - Nem isso?

Ela: - (suspiro)

Ele: - Isto está muito pior do que eu pensava, porra...

Ela: - Pára com isso. Queres saber das dentadas? Dá cá o teu pescocinho, para ver se gostas que eu te ferre daquela maneira.

Ele: - Está bem, já percebi. Mas dos beijinhos gostaste!

Ela: - Claro que gostei.

Ele: - Nisso sou bom.

Ela: - Bem... na verdade, podias passear um bocadinho mais com a língua. Sempre no mesmo sítio cansa um bocadito, sabes?

Ele: - Merda, também não gostaste...

Ela: - Não disse isso! Mas ninguém nasce ensinado e leva tempo até que duas pessoas aprendam os truques uma da outra.

Ele: - Agora estás a ser condescendente. Não é preciso achincalhar, Ok?

Ela: - Irra! Não é nada disso!

Ele: - Não me estás a ajudar nada com essa falsa compreensão.

Ela: - Grrrrr...

Ele: - A honestidade é muito mais importante numa relação que o amor-próprio de um ou do outro.

Ela: - Já chega. Já me estás a irritar.

Ele: - Tu é que és desonesta e dissimulada.

Ela: - Ah, é? Então, escuta bem: sabes que há outras posições além do missionário? E sabes que as mulheres também gostam de ter orgasmos? E mais uma dica: enquanto fodemos, há coisas bem mais agradáveis para fazer com a boca, além de atirar perdigotos para cima da parceira. Porra, nem um linguado sabes dar!

Ele: - (abrindo e fechando a boca, com ar incrédulo) Mas afinal, de que é que tu gostaste?

Ela: - Que tivesse acabado! Fod@-se, que além de não ter jeitinho nenhum é chato!

Publicado por AnjoeDiabo em 05:59 PM | Comentários (0) | TrackBack

maio 09, 2004

Despedidas de solteiros

Ontem à noite fui a uma despedida de solteiro.

Nada de especial... um jantar num restaurante e, previamente combinado com o dono, ficámos lá até mais tarde de forma a podermos "presentear" o noivo com duas "entertainers" numas cenas altamente escaldantes.

"Nada de especial" no sentido em que foi igual a outras tantas despedidas (tanto de homens como de mulheres) que se fazem neste país e mundo fora, em que toda a gente já "ouviu falar" mas nunca ninguém esteve numa (pois, claro).

O noivo estreou-se na arte das bezanas :) e os "convidados" divertiram-se à grande com o noivo a curtir uma grande bebedeira e a tentar reagir perante ao teasing das entertainers.

A razão deste meu post é porque durante o show, numa altura em que aquilo ia "dando para o torto" (o noivo entusiasmou-se), pensei para quem era realmente o espetáculo, se para o noivo se para os amigos. Isto, porque, tenho a perfeita noção de que o noivo "embarcou" naquele espetáculo porque estava altamente alcoolizado. E porque tenho sérias dúvidas se ele teria feito metade do que fez se estivesse 100% sóbrio.

É complicado medir todas estas variáveis. Se ele estivesse sóbrio, se isto, se aquilo... os "SE" são demasiado abrangentes. O que é facto é que ele já sabia para o que ia e deixou-se levar. As razões que o levaram a apanhar uma grande bezana são várias, sendo talvez a mais forte a pressão exercida pelo grupo (esta é, aliás, um dos principais factores de comportamentos de risco assumidos pelos jovens das sociedades desde tempos imemoriais). Sendo assim as minhas questões, que ficaram sem resposta são:
- Se o show era para ele, não fazia sentido ele estar 100 ou 90% sóbrio (o álcool, em pequenas quantidades, é um estimulante actuando ao nível das inibições)?
- O facto de o grupo o ter "forçado" a ficar quase bêbado (embora ele tenha ficado um pouco mais do que o esperado) não é um acto conjunto de egoísmo, por forma a terem como garantido o espetáculo sabendo que assim o noivo não se retrairia?
- Se o noivo já sabia para o que é que ia, em que pé fica a noiva? E se ela fez o mesmo, ficam em pé de igualdade? E ambos vão querer saber o que se passou na noite anterior?
- E, "last but not the least", relacionada com a anterior "but on a class of it's own", ambos concordam com esta despedida em moldes tradicionais de "putas e vinho verde" como forma de despedida da vida de solteiro, de rompimento com a vida singular e purgamento para o início da vida de casal?

Sinceramente, não sei se quero que a minha despedida, a haver, seja nestes moldes...

Publicado por AnjoeDiabo em 06:00 PM | Comentários (0) | TrackBack

Armas ilegais

Entendem-se por armas ilegais, a pressão psicológica (chantagem emocional à cabeça da lista), o choro, os amuos, as birras...

São armas ilegais porque conseguem ser armas de destruição maciça, tal como uma bomba de neutrões (o choro, por exº), deixando o "adversário" completamente, ou quase, desarmado, ou dar cabo da moral como a tortura aos prisioneiros (chantagem emocional, por exº).

Ontem fui vítima de um amuo. Fiquei pior que estragado. Ambos tínhamos planos para a tarde, separados. Mas, como os planos dela se atrasaram, pediu-me que alterasse os meus, coisa que eu não fiz. Amuou!

Se ela não tem amuado, eu até me (e lhe) perguntaria o porquê de ela estar triste. Se era de estarmos a fazer os planos em separado, se era porque ela sentia de alguma forma que os meus planos eram mais importantes do que estar com ela, sei lá, aquelas cenas todas que passam na cabeça das mulheres nestas alturas e que aos homens, regra geral, estão para lá do horizonte!

Mas não! Ela amuou e ainda teve a lata de me responder que sim, quando lhe perguntei! Fiquei danado. Tínhamos passado uns quantos dias juntos, saído na noite anterior, dormido juntos, feito amor e eu estava feliz e contente de tê-la (e estar) ao meu lado...até essa fatídica altura!

Fiquei danado porque ela não me respeitou nem aos meus planos. Claro, não custa nada tentar (e atrevo-me a dizer que é quase um bom impulso fazê-lo), mas o facto de ela ter amuado significa que ela não estava a respeitar a minha vontade, apenas quis satisfazer a dela e isso desilude-me. Desilude-me porque eu compreendo que ela me coloque, tal como eu às vezes o faço com ela, à sua frente em determinadas situações e isso é bom porque mostra que também se importa comigo. Mas eu não o faço com o intuito de depois "cobrar" isso de alguma forma! Já ela, parece que o faz...

Publicado por AnjoeDiabo em 05:20 PM | Comentários (0) | TrackBack

maio 02, 2004

Reabrimos com nova colecção

A "greve" deu resultado. Hoje, ela, timidamente, foi fazendo avanços. Eu, impávido e sereno (excepto por uma certa parte do corpo)! Até que ela me puxou decidida :).

A minha amiga Lynce tinha-me dado uma sugestão, de cada um pensar numa fantasia e tentarmos colocá-la em prática. Essa sua sugestão deu-me uma ideia para cada um fazer uma lista de fantasias (tipo 5) e verificar quais poderiam ser postas em prática. Qualquer uma desta sugestões iria concerteza espicaçar a nossa vida amorosa, mas optei por tentar permanecer indiferente ao sexo (perto dela, porque longe masturbava-me).

Se isso não resultasse, ou demorasse muito tempo a resultar, então aí sim teria de ser "forçado" a optar. Agora vamos ver quanto tempo mais ela aguenta. Mas desta vez não vou ser tão frio! O inverno já passou, a primavera está aí e até as florzinhas o fazem...

:)

Publicado por AnjoeDiabo em 04:35 AM | Comentários (1) | TrackBack