setembro 09, 2004

Desejo

O desejo cria-se. E assim foi. Dormimos juntinhos, ela estava com dores e eu ainda pensava na resposta dela "eventualmente".

Decidi avançar, para depois recuar quando o desejo se instalasse. Aliás, queria mesmo só colocar-lhe o desejo e depois obrigá-la a pedir-me que a possuísse.

Estávamos nus, completamente aninhados. Comecei a fazer-lhe festas, ao de leve, sem lhe tocar mais do que ao de leve nas zonas púbicas. Varri-lhe o corpo com a ponta dos dedos. Senti a textura da sua pele, o seu calor, como quem está à procura de algo no escuro. Depois avancei mais decidido. Com uma das mãos, a mesma, acariciei todo o seu corpo. Seios, barriga, coxas, braços, mãos, cara, pescoço, nádegas, pernas... com a outra mão, enquanto lhe acariciava o pescoço e para melhor o fazer, puxei-lhe o cabelo devagar mas decididamente para trás. Dessa forma deixei-a ainda mais nua. Todo o seu pescoço nú se via e com ele também o preconceito ia sendo despido pouco a pouco. Esta era uma experiência nova para ela e as resistências iam-se esvanecendo como o nevoeiro matinal.

Acariciei-lhe o pescoço, a face, a testa, os olhos e o nariz, os lábios, o queixo e novamente os lábios apenas com a ponta de um dos dedos. E depois tudo de novo. Ela nem tentou tirar-me a mão que lhe puxava o cabelo. Passado um pouco juntei às carícias, novamente no corpo todo, a minha boca. E novamente lhe acariciei o pescoço e o rosto, enquanto lhe puxava a cabeça para trás. Depois mordi-lhe ligeiramente o pescoço e os ombros, enquanto lhe acariciava de novo todo o corpo.

Todo este ritual, todo este pequeno crescendo, surtiram efeito. Ela pegou-me na mão e colocou-a entre as suas pernas. Acariciei-a qb mas depois peguei na sua mão e coloquei-a no meio das suas pernas num agradável jogo a duas mãos. Por norma ela não se masturba, mesmo quando lhe peço. Ali não lhe pedi... enquanto ambas as mãos a acariciavam os beijos e as dentadas cresciam de intensidade e frequência.

Ela retirou, do seu sexo, a mão com a qual se acariciava e colocou-a sobre o meu membro semi-flácido. Tinha feito questão em não me excitar, para me concentrar no que estava a fazer, mas nenhum homem tem controle total sobre a sua erecção. Mesmo assim consegui evitar estar "pronto para as festividades" para que, se ela (me) quisesse, ter de me excitar tb. Ela acariciou-me o membro que logo se ergueu perante o toque suave da sua mão, do calor e quiçá do cheiro do sexo dela, ainda fresco. Virou-se de frente para mim e colocou-o à entrada da sua vagina. Estava pronta, mas eu não. Não ia ser tão fácil assim. Ou me sentiria desejado, ou nada feito. Lentamente penetrei-a e apreciei a sua reacção a cada centímetro do meu membro que a penetrava. Ela queria com força mas eu ia devagar. Até que ela não aguentou mais e galopou-me como se eu fosse um cavalo selvagem e ela uma fugitiva, fugindo pela sua vida.

Terminámos ao mesmo tempo, após algumas mudanças de posição. À noite, quando voltámos a casa, pediu-me, com o sorriso mais maroto do mundo, para lhe fazer festas de novo.

Publicado por AnjoeDiabo em 04:22 AM | Comentários (6) | TrackBack

setembro 07, 2004

Amante procura-se

Procura-se amante para momentos de excelente prazer sexual.

Pretende-se alguma apresentação, asseio, mas sobretudo experiência sexual. Dá-se preferência a quem goste de sexo anal e/ou de sexo oral (garganta funda).

Em alternativa pode ser um alguém mestrado em artes Zen (meditação precisa-se) ou em sexo tântrico (para fazer com que cada acto valha por 10) - mulheres.

:)

Publicado por AnjoeDiabo em 08:48 AM | Comentários (2) | TrackBack

O que fazer...

Quando se tem a confirmação da parceira de que o interesse dela no sexo é completamente diferente (para pior) do nosso?

Dizer-lhe na cara "Querida, compreendes então que tenho de arranjar uma amante?" não me parece uma alternativa válida, se bem que seria a atitude mais franca porque, neste momento, mais do que nunca, é o que apetece...

É que, a partir dos 18 anos, a potência sexual do homem começa a diminuir, de dia para dia. A única forma que o homem tem de contornar isso é com a experiência, mas essa dá-nos algumas garantias até aos quê? 40, 50 anos (não sei, ainda não cheguei lá)? Ok que ela não queira sequer tentar aprender a fazer uma garganta funda, que o sexo anal lhe doa o suficiente para que ela não tenha nenhum prazer com isso (e, portanto, não há nada para ninguém), que ela não admita um ménage à trois (com outra mulher, obviamente)... mas que ela nos diga na cara que, para ela, o sexo tem data e hora e que estes variam de acordo com o alinhamento do sol, da lua, vénus e marte... pelamordasanta!

Sinceramente, estou sem saber o que fazer. Fiquei assim quando ouvi a resposta à questão que lhe coloquei "Tens fantasias sexuais?" - "Eventualmente", foi a resposta.

"Eventualmente" quer dizer "Nunca pensei nisso"! E se nunca pensou nisso, se nunca fantasiou sobre sexo então... então, então o quê? Não sei. Não consigo imaginar alguém (H ou M) viver sem sexo. É perder-se grande parte da relação, da intimidade enquanto casal, quase como se se abdicasse de usar as pernas, ou os braços, ou de um dos sentidos... dá para viver assim, sei, mas já basta os que não têm escolha resignarem-se. Parece que estou a viver à 100 anos atrás. Era, e ainda é, por coisas assim que muitos maridos/namorados recorrem a serviços profissionais para darem vazão às suas fantasias, porque não sentem da parte das suas parceiras a abertura (salvo seja - no pun intended, como dizem os estranjas) para as concretizarem com elas.

Publicado por AnjoeDiabo em 05:48 AM | Comentários (2) | TrackBack