Entras pela minha porta,
A minha mão, sobe pela tua blusa.
O meu falo ergue-se, cheio de tusa.
Viro-te, mordo-te a nuca, vergo-te.
Levanto a tua saia, afasto-te a cueca.
Preparo-te para uma monumental queca.
Seguro a tua anca, penetro-te!
À bruta, sem jeito, sem dó nem piedade.
Mordo o lábio de prazer, sorrio de maldade.
Seguro os teus cabelos, erguendo-te com a força.
De encontro a uma parede te adentro.
Como um piston humano, por pouco não te esventro.
O misto de dor e prazer
Aumenta os teus sentidos,
Atingimos o orgasmo em meio de gemidos.
A frustração da (tua) ausência,
Transforma-se, transfigura-se, traveste-se,
Consome-se, anula-se, qual Fénix renasce.
Começa tudo de novo...
Diabo
Suavemente te beijo,
Com um pouco de arte
Muito mais de desejo.
Com carícias te aqueço,
Com a língua te arrepio,
Em ti mergulho e esqueço.
Os dias que não te vi,
As horas que (não) passavam,
A saudade que senti.
O teu corpo e o meu são um,
por fim, enfim, sem fim, para um fim,
entrelaçados por um denominador comum.
Anjo
Quero-te...
Cheirar,
Lamber,
Saborear,
Comer.
Quero-te...
Para mim,
Por ti,
De mim,
Para ti.
Quero-te...
Beijar,
Saborear,
Montar,
Desfolhar.
Quero-te...
Aos cabelos,
o peito,
cheirá-los,
(deitá-lo) no meu leito.
Quero...
Beijar-te,
Despir-te,
Acariciar-te,
Sentir-te.
Anjo
O que fazer quando, de um lado, se têm alguns assuntos pendentes a tratar, com outra pessoa e, do outro, se tem uma pessoa que no espaço de dois meses invadiu amigavelmente o nosso coração?
Resolvem-se as coisas pendentes, de forma a que não atrapalhem a relação futura, ou deixa-se o pendente ad eternum?