A P. é uma mulher bonita, dona de um corpo escultural. Hoje veio particularmente sensual, com uma saia pelo joelho que lhe dá um ar tão feminino como sensual. Não consegui evitar... dei por mim a sonhar acordado.
Sonhei que a abraçava por trás e ela deixava-se ficar nos meus braços. Enquanto o fazia, o tempo começava a abrandar vertiginosamente até parar. Não havia nenhuma palavra trocada mas também nenhuma necessidade de as trocar. Tudo o que precisávamos era estar nos braços um do outro. Um a um, rapidamente todos os presentes foram-se eclipsando do local onde nos encontrávamos, até ficarmos sozinhos naquilo que normalmente seria apenas mais um "open space" em mais um escritório de mais uma empresa.
Deixei-me ficar por ali uns dois minutos, a beber dela, do perfume da sua pele, até que o cheiro dela e o meu se confundiram, até que os nossos corações batiam em uníssono e até que as nossas peles exigiram contacto. Lentamente o meu abraço foi-se abrindo e, à medida que tal acontecia, as minhas mãos foram deslizando abaixo pela camisola azul dela. Quando chegaram à zona da cintura segurei-a pelas ancas e pressionei-as de encontro a mim. A reacção dela era pela qual eu ansiava. Ela reagiu instintivamente, como se estivesse há muito à espera deste encontro. Arqueou ligeiramente as costas subindo os quadris numa clara atitude de aceitação, mas também de provocação. Soltei-lhe as ancas e, lentamente, fui-lhe subindo a camisola azul. Não a segurar a camisola, mas sim deslizando as minhas mãos por aquela pele cor-de-mármore, suave e cheirosa. Elas tocaram ligeiramente o seu sutiã e senti a firmeza daquelas mamas que anseavam por um toque mais longo e demorado. Ela subiu os braços e as minhas mãos continuaram a deslizar por eles acima, levando com elas a camisola azul.
Não tinha mais nada por baixo, mas isso eu já sabia por causa do decote. Afastei o meu tronco do dela, mantendo as ancas juntas, como se já estivéssemos ligados, como um pronúncio daquilo que ainda está por vir. Suave mas tão rapidamente quanto possível desabotoei a minha camisa. Apenas quando desabotoei o último botão me encostei novamente a ela, por breves momentos. Estava a desafiar a pele dela, com a minha... o contacto fez-nos ferver... ela apanhou o cabelo num sensual rabo-de-cavalo, eu desapertei-lhe o sutiâ e abracei-a envolvendo-a completamente nos meus braços. Ficámos assim alguns segundos, como se só por isto já tivesse valido a pena. Beijei-lhe finalmente o pescoço e ela estremeceu com a ansiedade de quem tinha noção de que a partir dali era um caminho sem retorno até ambos atingirmos o clímax. Depois, uma leve mordidela, e outra, e outra ainda, deslizando até ao ombro direito. A nossa temperatura subiu uns quantos graus. Com a mão esquerda segurei-a pelo rabo de cavalo e inclinei-lhe a cabeça para a frente... ela não ofereceu resistência. Comecei por lhe respirar ar quente para a nuca... depois lambi-a... de seguida soprei ar frio para a sua húmida nuca e ela sentiu um arrepio, mas não um arrepio de frio! Um arrepio de prazer, de sensações, de entrega, de comunhão e entrega. Pequenas gotas de suor seu começaram a popular aquela zona e repeti o procedimento. A nuca dela encontrava-se cada vez mais húmida pelos suores de prazer que emanava. Ao mesmo tempo comecei a acariciar-lhe as mamas, suavemente. Grandes círculos primeiro, pequenos depois, até que as segurei firmemente e as comecei a massajar. Os seus mamilos rapidamente ficaram erectos e, por vezes, passava apenas a palma das minhas mãos por eles, desde o pulso até à ponta dos dedos indicador e médio.
Quando comecei a beijar e a mordiscar o seu ombro esquerdo, as minhas mão começaram a descer pela sua barriga lisa e firme. Segurei-a pelas coxas e ela inclinou-se lentamente para a frente, até uma das suas mãos pousar na mesa em frente. Com a outra segurou-me a nuca e fitou-me dentro dos olhos. Lentamente puxei com as mãos a cuequinha fio dental dela para baixo, até meio das coxas, depois com um joelho até abaixo dos joelhos dela e depois com um pé. Sempre sem quebrar o contacto com aqueles olhos azul-turquesa dela. Ela levantou uma perna, desembaraçando-se da cuequinha no chão e colocou o pé em cima da mesa. Senti-lhe a vulva com as mãos, lentamente, numa carícia demorada. Estava completamente molhada e eu completamente de pau feito! Parecia que tudo no universo conspirava a favor daquele momento. Continuei com as carícias, nos grandes lábios, pequenos lábios e clitóris, com uma mão e nas mamas e mamilos, com a outra. De vez em quando baixava essa mão e introduzia-lhe um ou dois dedos na vagina. Depois, com os dedos molhados, acariciava-lhe os mamilos erectos que, em contacto com o líquido e o ar fresco os tornavam ainda mais rijos. Por fim ela atingiu o clímax, num orgasmo espasmódico suave. Foi só aí que ela quebrou o contacto visual, fechando lentamente os olhos enquanto mordia o lábio inferior. Permaneceu assim cerca de um minuto, tendo ocasionalmente um lento espasmo.
Quando o extâse do orgasmo passou, abriu novamente os olhos. Aquele azul inundou-me por completo e entrei em piloto automático. Palavras não eram necessárias e, portanto, não foram ditas. Com uma mão abri a braguilha, desabotoando completamente as calças. Baixei os boxers e as calças até abaixo dos genitais e penetrei-a finalmente. A sensação foi tão intensa que comecei a ter convulsões orgásmicas. Tive de me conter e ela sentiu... foi impossível resistir... como que provocada pelo orgasmo ela iniciou um doce rebolar das ancas que me fez rebentar num orgasmo que parecia que tinha expulsado todo o sémen do meu corpo. Fiquei com um ar meio surpreso e meio comprometido. Não me queria ter vindo tão cedo, mas ao mesmo tempo ela soube-me ler e só teve de "carregar no botão certo".
Ela não se desfez. Passados alguns segundos ela arqueou as costas e a cabeça para trás, descrevendo um belo arco com a sua pele branca, luzidia do nosso suor. Com as mãos nas minhas ancas empurrou-me decididamente e eu saí de dentro dela. Ainda estava erecto, o meu pénis e ela pareceu gostar desse facto quando olhou para baixo e o viu assim, pronto para mais, como que, tal como eu, ele não quisesse deixar de continuar enquanto houvesse fôlego. Sem levantar a cara ela levantou os olhos e olhou-me sorrindo levemente. Com a mão esquerda segurou-me o pénis e lambeu a direita desde o pulso até à ponta do dedo indicador. Estremeci diante de tal visão. A doce e recatada P. tinha-se libertado das amarras invisíveis que a sociedade nos vai tentando colocar, se não estamos atentos. Como se essas mordaças tivessem caído junto com as suas roupas e estivessem assim prostradas, a nossos pés, impotentes perante este cenário onde nos entregávamos livremente um ao outro. Com a mão que acabara de lamber, começou a acariciar ritmadamente o meu membro. Ela sabia que todos os homens têm de passar naturalmente por um período refractário, onde se perde a erecção, mas estava decidida a que connosco isso fosse um instante apenas. Os movimentos vigorosos da sua mão sensível mantiveram a minha erecção o mais que era humanamente possível mas ela estava a jogar para ganhar. Assim que sentiu que a erecção começava a fraquejar ajoelhou-se e começou por me lamber, desde os testículos até à ponta da glande. Depois começou a usar a língua em espiral, até que finalmente me colocou completamente na sua boa. Ao entrar em contacto com a sua garganta quente e húmida a erecção voltou como se nunca tivesse começado a faltar, como aqueles sítios que têm um gerador para quando há falha de corrente da companhia e se sente apenas um ligeiro fraquejar das luzes. Ela sentia-o crescer e voltou a olhar para cima, para mim, bem dentro dos meus olhos. Eu só me sentia a crescer cada vez mais na sua boca e perguntava-me onde e como é que ela me conseguia conter entre daqueles lábios lindos e carnudos. Ela sorriu desafiadoramente e começou a usar a sua língua com movimentos suaves mas ritmados, de seguida acompanhados por movimentos da cabeça. Enquanto via o meu membro aparecer e desaparecer entre os seus lábios, gemia de gozo e estremecia de prazer e ia perdendo a reacção. Sem problemas da minha parte, ela assumiu o controlo e despía-me de roupas e preconceitos. E como ela bem controlava o que ambos sentíamos.
Isto durou apenas 1 ou 2 minutos, mas com uma intensidade que pareciam 10 ou 20. De repente ela coloca-se de pé e, num salto, vem parar ao meu colo entrelaçando as suas pernas à volta da minha cintura e enrolando os seus braços à volta do meu pescoço. A sua boca respira sobre a minha orelha e, enquanto a sua mão desliza até abaixo dos seus quadris, ela vai descendo pelo meu pescoço abaixo com a sua língua escaldante. É então, enquanto me coloca a jeito debaixo dela e se deixa deslizar de forma a que eu a penetre profundamente, que crava os seus dentes no meu pescoço numa atitude sexy-vampira. O gozo foi demais e ultrapassei completamente a sensação de orgasmo. Como podia atingir um orgasmo se estava em órbita, completamente fora do meu corpo? Era como querer acertar num alvo, enquanto seguia à velocidade do som montado num foguete apontado ao espaço. Foram os seus movimentos pélvicos ritmados que me puxaram lentamente para a terra e de volta ao meu corpo. Usando as pernas para se prender às minhas ancas naquela posição e os braços à volta dos meus ombros para se conseguir erguer e controlar a penetração, ela ia roçando a sua pélvis com a minha enquanto me beijava o peito. De volta ao meu corpo segurei as suas nádegas e comecei a arquear a minha pélvis também ritmadamente, para a frente e para trás, num crescendo suave e allegro (ma non troppo). Ao fim de uns minutos a sua respiração começou a ficar ofegante e a minha seguiu-se-lhe. Ela lambeu novamente o dedo indicador e, suavemente, colocou-o dentro do seu ânus enquanto se equilibrava apenas com um braço mas amparada pelos meus. A temperatura dos nossos corpos começou a crescer, como se estivéssemos a caminhar de mãos dadas para o interior de um vulcão. Até que, finalmente, ela atingiu novamente o orgasmo e eu, impulsionado pelos seus movimentos arritmados e fortes novamente atingi o clímax dentro dela.
O vulcão tinha entrado em erupção e o calor dos nossos corpos era tanto que podia derreter qualquer coisa ao toque. Talvez por isso o sistema de alarme contra incêncios tenha disparado. Não sei. O que sei é que, enquanto arrefecíamos lentamente e nos vestíamos com as roupas molhadas que íamos apanhando do chão, por entre as gotas de água o escritório foi retornando, mesa a mesa, cadeira a cadeira, pessoa a pessoa, até ao último lápis e à última folha de papel. Sentámo-nos nas nossas secretárias e eis que, de repente, tudo pareceu um sonho. Mas podem os sonhos ser tão reais assim? Não sei, o que sei é que éramos os únicos com o cabelo a pingar e com as roupas molhadas até aos ossos, perante a perplexidade de todos os que nos olhavam pelo canto do olho.